Diabético Pode Doar Sangue?


A Doação de Sangue é uma ação que pode salvar vidas. Contudo, nem todas as pessoas podem praticá-la, em especial candidatos que apresentam problemas de saúde ou estão em grupos de risco. Por isso, a dúvida: Diabético Pode Doar Sangue?

A resposta certa é: depende. Para proteger o próprio doador, é necessário que a glicemia do Diabético esteja controlada, de preferência da maneira mais natural possível, a fim de evitar reações negativas à extração do sangue.

Diabéticos Tipo 2 são doadores de sangue em potencial, desde que o quadro da doença esteja controlado por meio de uma alimentação saudável, prática de atividades físicas e/ou pela ingestão hipoglicemiantes orais. É importante que o Diabético também não apresente problemas cardiovasculares.

Diabéticos Tipo 1 que utilizam insulina não podem doar sangue. Ainda que a doença esteja sob controle, existe a possibilidade do doador apresentar efeitos colaterais à extração do sangue.

Embora o sangue de um indivíduo com Diabetes não seja maléfico ao paciente que receberia a doação, essa proibição é estabelecida como maneira de proteger e garantir o bem-estar do doador.

Além dos pré-requisitos específicos para Diabéticos, o candidato a doador ainda precisará atender a uma série de outros requisitos gerais para ser habilitado a doar sangue.

As pessoas que atendem aos requisitos para doação de sangue podem doar até quatro vezes ao ano e, assim salvar centenas de vidas.

Requisitos Gerais para Doação Sangue

Confira os requisitos gerais para poder doar sangue:

  • Apresentar boas condições de saúde
  • Apresentar documento original com foto (RG, Carteira de Trabalho, etc.)
  • Ter peso igual ou superior a 50 kg
  • Ter dormido por ao menos seis horas nas 24 horas anteriores à doação
  • Ter idade entre 16 e 69 anos, com exceção dos maiores de 60 anos que nunca fizeram doação
  • Estar alimentado, porém sem ingerir alimentos gordurosos nas quatros horas anteriores à doação

Restrições Temporárias para Doação de Sangue

Os candidatos que se encontrarem em qualquer uma das situações abaixo não poderão doar sangue por um determinado período de tempo:

  • Gestantes – aguardar 90 dias após o parto normal ou 180 dias após cesariana
  • Mães que amamentam – aguardar o fim da amamentação ou 12 meses após o parto
  • Indivíduos diagnosticados com resfriado, gripe, diarreia ou conjutivite – aguardar 7 dias após o desaparecimento dos sintomas
  • Indivíduos que ingeriram bebida alcóolica – aguardar no mínimo 12 horas
  • Indivíduos diagnosticados com anemia – aguardar o fim da anemia, com comprovação em exames
  • Indivíduos que apresentaram hipo ou hipertensão no momento da doação – aguardar a normalização da pressão, de preferência realizando a doação em outro momento
  • Indivíduos que apresentam alteração dos batimentos cardíacos no momento da doação – aguardar a normalização dos batimentos, de preferência realizando a doação em outro momento
  • Indivíduos que apresentam febre no momento da doação – aguardar o fim da febre, de preferência realizando a doação em outro momento
  • Indivíduos que visitaram os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins onde há epidemia de Malária – aguardar 12 meses
  • Indivíduos que foram vacinados – aguardar de 48 horas a 4 semanas
  • Indivíduos que foram diagnosticados com infecções bacterianas, rubéola ou erisipela – aguardar 2 semanas após a cura
  • Indivíduos que foram diagnosticados com caxumba ou catapora – aguardar 3 semanas
  • Indivíduos que foram submetidos a amigdalectomia, apendicectomia, hemorroidectomia, hernioplastia ou ressecção de varizes – aguardar 3 meses
  • Indivíduos que foram submetidos a cirurgia de grande porte – aguardar de 6 meses a 1 ano
  • Indivíduos que foram submetidos a exames endoscópicos – aguardar de 6 meses a 1 ano, sujeito a avaliação do resultado do exame
  • Indivíduos diagnosticados com toxoplasmose – aguardar de 6 meses a 1 ano após a cura comprovada
  • Indivíduos que receberam transfusão de sangue ou outras doações – aguardar 1 ano
  • Indivíduos que foram contaminados com o sangue de outro, sofreram acidente com agulha já utilizada, teve contato sexual com alguém do grupo de risco, é usuário de drogas endovenosas ou fez uma tatuagem ou piercing – aguardar 1 ano
  • Indivíduos diagnosticados com hepatite, sífilis ou gonorréia – aguardar 1 ano
  • Indivíduos diagnosticados com tuberculose pulmoar – aguardar 5 anos

Restrições Definitivas para a Doação de Sangue

Os candidatos que se encontrarem em qualquer um dos grupos abaixo não podem doar sangue em momento algum:

  • Diabéticos insulino-dependentes
  • Usuários de determinados medicamentos
  • Usuários de drogas ilícitas injetáveis
  • Indivíduos com problemas pulmonares, cardíacos, renais ou hepáticos
  • Indivíduos com problemas na coagulação do sangue
  • Indivíduos que foram submetidos a esplenectomia não decorrente de trauma, gastrectomia total, pneumectomia ou transplantes de órgão/medula
  • Indivíduos diagnosticados com hepatite após os 11 anos de idade
  • Indivíduos diagnosticados com hepatite B ou C em qualquer idade
  • Indivíduos diagnosticados com doenças infecciosas transmissíveis por meio do sangue, como hepatite, HIV e Doença de Chagas
  • Indivíduos diagnosticados com doenças auto-imunes, como Lupus
  • Indivíduos diagnosticados com malária
  • Indivíduos diagnosticados com câncer, incluindo leucemia, mesmo após a cura
  • Indivíduos diagnosticados com tuberculose extrapulmonar, mesmo após a cura
  • Indivíduos diagnosticados com brucelose, calazar, elefantíase ou hanseníase, mesmo após a cura
  • Indivíduos diagnosticados com qualquer doença que causem inimputabilidade jurídica

Caso você não se enquadre em nenhuma das restrições descritas acima, sinta-se a vontade para praticar uma boa ação: doe sangue.

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