
o tratamento não é fácil: ao contrário do que muitos pensam (inclusive profissionais de saúde), confundindo o tratamento do Diabetes tipo 1 com o do tipo 2 (relativamente fácil),
o tratamento preventivo do Diabetes Juvenil (tipo 1) não é fácil, e não está acessível à maioria dos pacientes pertencentes às famílias carentes;

pelo contrário:
é critico, intensivo e dependente de multi-cuidados diários em casa, incluindo a dependência diária à dieta rigorosa e restritiva; aos exercícios físicos programados e às injeções de insulina sintética, dada a falência do pâncreas;

e
o que é pior: se torna menos exeqüível, ou melhor dizendo,
inexeqüível quando não conta com apoio externo, principalmente no caso de pacientes pertencentes a
famílias carentes -
desprovidas de toda ordem de recursos para o custeio e o manejo diário em casa desse tratamento (sobretudo em razão do custo elevado e da exigência de dedicação integral);

para exemplificar a
criticidade do manejo diário em casa:

se for administrada uma dose de insulina um pouco menor do que a necessária, não haverá nenhum efeito;

se for administrada uma dose de insulina um pouco maior do que a necessária, poderá haver a deflagração de uma crise de hipoglicemia; levar ao coma diabético, e até ocasionar a morte do paciente;

se for administrada somente insulina, e em doses crescentes - deixando de lado a dieta rigorosa e restritiva, assim como a prática regular de exercícios físicos - haverá o risco de o organismo tornar-se resistente à ação de insulina, tornando o controle preventivo extremamente difícil.

contribuem também para essa criticidade as crises de
hipoglicemia ou
hiperglicemia, às quais o paciente está exposto diariamente:

essas
crises, quando não-agudas, são precursoras das
complicações graves, ou seja das doenças associadas ao Diabetes Juvenil (tipo 1) (ex. c
egueira, falência dos rins, mutilação dos membros inferiores;problemas cardiovasculares) que, por sua vez exigem
internações e re-internações freqüentes, tratamento de alta complexidade (p.ex.
hemodiálise, laserterapia) e altos custos, culminando com
incapacitações e morte prematura do paciente;

essas
crises, quando agudas, podem gerar seqüelas gravíssimas, como
paralisia cerebral ou provocar o óbito.