Diabetes na Adolescência

A Diabetes é uma doença crônica cujo tratamento envolve uma alimentação planejada e a prática de exercícios físicos. Existem diferentes tipos de Diabetes, sendo os principais o Tipo 1 e o 2.

O que é a Diabetes

A Diabetes Tipo 1 é hereditária. Nela, as células beta, responsáveis pela produção da insulina no pâncreas, são atacadas pelo próprio sistema imunológico do paciente. O resultado é uma deficiência na produção de insulina, hormônio que transporta a glicose até as células, e consequente acúmulo de açúcar na corrente sanguínea.

A Diabetes Tipo 2, por sua vez, é desenvolvida. Ao desenvolver a doença, o organismo do paciente passa a produzir insulina em quantidade insuficiente ou a insulina produzida não funciona adequadamente, causando o acúmulo da glicose no sangue.

Por ser hereditária, a Diabetes Tipo 1 costuma se manifestar na infância ou adolescência. O seu tratamento é feito, normalmente, com a aplicação de insulina e Dieta para Diabéticos. A Diabetes Tipo 2 é mais comum em pessoas mais velhas, mas também pode ocorrer em jovens, especialmente se obesos.

A Diabetes na Adolescência envolve diversas complicações específicas, tanto devido às alterações hormonais decorrentes da puberdade, quanto a fatores psicológicos e sociais.

A adolescência trata-se do começo da independência de um indivíduo.  É o período em que os pais aos poucos transferem os cuidados para os filhos.

O jovem Diabético, nesse momento, deve aprender a lidar sozinho com suas medicações, aplicações de insulina e restrições alimentares.

Nessa época, o adolescente também passa a sofrer maior influência de seus colegas. Há uma pressão social para ser igual aos outros, o que envolve também a vontade de ter uma alimentação “normal”, sem planejamentos.

Para muitos pacientes Diabéticos, há a ideia de que a dieta para Diabéticos é uma limitação. Isso não precisa ser visto dessa forma, em especial quando se é capaz de cozinhar deliciosas Receitas para Diabéticos.

Contudo, para os jovens, é mais difícil superar o mito da limitação e isolamento da Diabetes. Muitas vezes isso leva a comportamentos arriscados, típicos da atitude experimental presente em adolescentes.

Entenda melhor a Diabetes na Adolescência:

As complicações da Diabetes na Adolescência

A adolescência é uma época de transição da infância para a fase adulta, que ocorre entre os 10 e 19 anos de idade. Nesse período, o indivíduo sofre mudanças físicas, psicológicas e socioculturais.

As mudanças físicas que mais se destacam são referentes à puberdade, o processo que capacita o indivíduo à reprodução, que envolve o crescimento corporal, mudanças no físico, desenvolvimento dos órgãos sexuais e pelos pubianos, entre outras características.

Há um pico na Diabetes durante a adolescência, que representa uma fase de difícil controle da glicemia e outros sintomas da doença. Essa dificuldade está associada a diversos fatores, desde fisiológicos a psicossociais.

Um dos fatores é a diminuição da sensibilidade à insulina no organismo, um processo fisiológico que já acontece naturalmente na adolescência, mas que se mostra muito mais forte e complicado entre Diabéticos.

Esse processo ocorre por vários motivos, como o aumento da produção de alguns hormônios, como o GH (hormônio de crescimento), IGF-1 (fator de crescimento), e esteróides sexuais, que acarretam em uma maior resistência à insulina.

Como se as complicações decorrentes de fatores fisiológicos não fossem o suficiente, ainda temos os fatores psicossociais, que são considerados os principais responsáveis pelo descontrole metabólico de adolescentes Diabéticos.

Como mencionado anteriormente, a adolescência é uma época de transição e amadurecimento. O jovem muitas vezes adquire comportamentos de risco durante esse período, como uma tentativa de experimentar algo novo.

Essa tendência comportamental muitas vezes entra em conflito com o estilo de vida exigido para pacientes com Diabetes. Todo o controle necessário nas refeições, que devem ter horários regulados e alinhados à prática de exercícios físicos, por exemplo, frequentemente desagrada os adolescentes.

O tratamento da Diabetes na Adolescência

Para ajudar o paciente a superar esses conflitos e encontrar um equilíbrio em seu estilo de vida, o apoio familiar é essencial.

É importante que as aplicações de insulina e o planejamento alimentar sejam feitos levando em consideração a vida do adolescente, em especial se ele pratica atividades físicas.

Inclusive, é recomendável que o adolescente Diabético pratique atividades físicas regularmente e sob supervisão. Essa prática pode contribuir não só para questões como o controle glicêmico e combate à doenças cardiovasculares, mas também para o bem-estar generalizado do paciente.

Ao praticar atividades físicas, o paciente deve estar ciente do risco de hipoglicemia durante e até mesmo muitas horas após a atividade. A glicemia deve ser monitorada de forma específica para cada atividade e prevenções contra eventos hipoglicêmicos devem ser tomados.

Por fim, é primordial que exista uma boa relação entre o Diabético, sua família e os profissionais de saúde responsáveis.

A adolescência é um período emocionalmente conturbado, e uma má relação entre os envolvidos no tratamento pode causar sérios danos à saúde do paciente.

Além disso, é preciso que todos os envolvidos, em especial aqueles que têm a função de instruir e guiar o paciente, contribuam para a sua autonomia, visando o adolescente como protagonista do próprio tratamento, o que inclui diversas responsabilidades.

O uso de medicamentos para Diabetes na Adolescência

Quando o assunto é a administração de medicamentos para Diabetes na Adolescência, em geral, é recomendado um tratamento intensivo com doses múltiplas de insulina ao longo do dia. O monitoramento frequente da glicemia também é necessário.

Dependendo do quadro do paciente, a metformina (medicamento hipoglicemiante) também é recomendado.

Para ajudar a contornar a falta de disciplina alimentar comum em adolescentes, está a insulina de ação lenta, que costuma ser administrada em conjunto com a insulina de ação rápida. Assim, o Diabético terá uma liberdade maior na organização da sua alimentação.

De qualquer forma, não há medicamento que substitua um estilo de vida saudável, com alimentação cuidadosamente planejada.

A medicação é um complemento necessário, que contribui para a saúde do paciente e talvez permita que ele acorde mais tarde no fim de semana, atrasando o horário normal de café da manhã, por exemplo.

É possível para o Adolescente Diabético ter um estilo de vida agradável e sem granades complicações.

O segredo é um bom acompanhamento médico, com tratamento responsável e uma relação familiar cheia de companheirismo, que abre espaço para o adolescente falar de suas questões e permite seu amadurecimento.

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